Comecei grão de areia no deserto,
Voei mais rapido e com grão me juntei,
Fui mutante que se multiplica em milhares,
E com milhares formei um.
Fui parasita que de outro se alimenta,
Cresci alheio desejado,
E eis que algo bate.....,Bate a vontade de viver,
Bate a vontade ser,
Bate o começo da minha vida.
Em carne o osso me tornei,
Capaz de sobreviver e adaptar se,
Mas nasci morto.
Fui viajante do além,
Já enganei o que o futuro me reserva,
E ainda nem sabia respirar.
Cresci e sobrevivi,
Errei e aprendi,Fiz e arrependi me,
Mas faria tudo de novo.
Penso,
Transmito e emito,
Ando e continuo a andar,
Mas já fui alguém que ninguém conhece.
Agora sou fruto doque me deram,
Capaz de extremos e abusos,Cicatrizado pelos erros,
E muito amado pelos medos.
Sou aquilo a que estou destinado,
Sendo o destino a caneta,
Com qual escrevo o meu nome.
Hoje sou um mundo,
Livre de escolhas e condutas,
Que por tentativa e erro,
Vive avançando para a morte.
Fim

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