domingo, 30 de agosto de 2009

Triste vadio sem rumo que sabe onde vai!



Passo a vida inteira a procurar um sentido para tudo o que se passa em nosso redor. Vive se em agonia quando algo se passa que nossa pequena cabeça não tem possibilidade de explicar com raciocínio palpável. Até as palavras tem que fazer consonância com esta ordem linear e "fabricada" que tentamos dar a tudo para que nossas vidas sigam em sossego.

Muitas vezes é enorme o prazer que sinto em saber que ainda existe coisas que por mais que se reúnam pessoas inteligentes a pensar sobre isso, nunca se ira chegar a uma conclusão concreta. "Haverá vida para além da morte?","Alguém sabe como, quando e onde vai morrer?","Alguém descobriu alguma equação para a felicidade?", "haverá mais alguém neste espaço infinito?"
Uma coisa é certa: Nasci e morrerei um dia. Vivo um dia de cada vez pensando num amanha que corre contra mim e que quase nem dá tempo para me preparar.Desgasto me intensamente todos os dias nem novas ideias, e descobertas num esforço vão de me preparar para um trabalho futuro que ninguém me dá garantias. Vivo com a riqueza do meu espírito que muitas vezes disfarça o buraco do meu bolso. Tenho a certeza que vou em direcção a algo, mas não sei se vou gostar quando lá chegar, mas sei que não posso voltar.
Vivemos quase toda a vida fazendo coisas que não queremos. Começamos obrigados pelos nossos pais por sinal de respeito e afinal são eles que nos sustentam. Estudamos orgulhosamente para um dia sentir a recompensa merecida por aquele sacrifico arrastado,que passado 20 anos todos lá queremos voltar, mas pouco acontece no meio dos furos que temos e por onde sai a recompensa. A partir dai vivemos obrigados a fazer algo que afinal nem sabíamos que íamos acabar fazendo, mas a necessidades de dinheiro obriga. Então continuamos a ser obrigados a tudo até conseguir,se conseguir, chegar aquela linda reforma. Lá vivemos obrigados a tomar um comprimidos para antecipar a coisa mais certa que temos. Com sorte esqueceste dos comprimidos e todos dizem que foi eutanásia, não, foi Alzheimer.
Vamos sempre sem rumo num ciclo que conhecemos tão bem como a palmas das nossas mãos, onde a obrigação é a palavra do dia e metade daquilo que acontece não foi incluído.Isto não foi escrito para ter sentido. Foi feito para dar o sentido, tal qual como é feito dia apos dia. A vida não tem de ter sentido,qual é a piada assim? Posso viver perdido aos zigue-zagues, contra algo que sei que vem mas que não sei o que é, desistindo e começando, ganhando ou perdendo, que saberei sempre para onde vou. A vida foi dada para ser aproveitada com aquilo que se tem. Eu tenho o Meu espírito, e tu?

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